Chuvas históricas deixam 32 mortos e rastro de destruição em Juiz de Fora e Ubá

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Chuva forte deixa rastro de destruição em Juiz de Fora e UBA-MG

Volume recorde em Juiz de Fora e temporal devastador em Ubá colocam Zona da Mata Mineira em estado de alerta

A Zona da Mata Mineira vive uma das maiores tragédias provocadas por chuvas dos últimos anos. Subiu para 32 o número de mortos em decorrência dos temporais que atingiram a região. Ao todo, 25 pessoas morreram em Juiz de Fora e outras sete no município vizinho de Ubá. Além das vítimas fatais, 38 pessoas seguem desaparecidas.

Em Juiz de Fora, fevereiro entrou para a história. O município registrou 584 milímetros de chuva acumulados no mês — o dobro da média histórica prevista para o período. O volume excepcional provocou alagamentos, deslizamentos de terra e desabamentos, deixando bairros inteiros em situação de risco.

Ubá em cenário de devastação

Se em Juiz de Fora o acumulado mensal impressiona, em Ubá a intensidade em poucas horas foi devastadora. Entre a noite de segunda-feira e a madrugada de terça, o município registrou cerca de 170 milímetros de chuva, volume suficiente para colapsar estruturas e transformar ruas em verdadeiros rios.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram veículos sendo arrastados pela correnteza, moradores ilhados e bairros completamente alagados. O temporal causou:

  • 7 mortes confirmadas no município;
  • 4 prédios totalmente destruídos;
  • 4 pontes arrastadas pela força da água;
  • Diversos pontos de deslizamento em áreas urbanas e encostas.

O cenário foi descrito por moradores como “de guerra”, diante do nível de destruição e da rapidez com que a enchente avançou.

Resgates e risco contínuo

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e da Defesa Civil de Minas Gerais seguem mobilizadas na busca por desaparecidos, no resgate de famílias ilhadas e na avaliação estrutural de imóveis atingidos.

As autoridades alertam que o solo permanece encharcado e instável, o que eleva o risco de novos deslizamentos. A recomendação é que a população evite áreas de encosta, pontes comprometidas e regiões com histórico de alagamento.

Desabrigados e mobilização solidária

Milhares de moradores ficaram desalojados nas duas cidades. Em Ubá, pelo menos 15 abrigos provisórios foram montados em escolas municipais para acolher famílias que precisaram deixar suas casas. Ao todo, 24 ruas e uma avenida foram classificadas como áreas de risco e devem ser evacuadas preventivamente.

Em Juiz de Fora, bairros inteiros ainda enfrentam os impactos do excesso de chuva acumulada ao longo do mês, com infraestrutura comprometida e serviços públicos sobrecarregados.

Diante da dimensão da tragédia, campanhas de arrecadação começam a ser organizadas para auxiliar as famílias afetadas. Autoridades e lideranças comunitárias reforçam o apelo por união e solidariedade para enfrentar o processo de reconstrução.

A tragédia na Zona da Mata Mineira deixa marcas profundas e exige agora uma resposta coordenada entre poder público, instituições e sociedade civil para minimizar os danos e apoiar as vítimas desse desastre natural sem precedentes recentes na região.

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