Alcolumbre articula apoio político com sinalização de impeachment no Senado
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Presidente do Senado intensifica articulações políticas e acena à oposição com возможная abertura de processos contra ministros do STF para viabilizar apoio à sua recondução em 2027
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), intensificou as articulações políticas visando sua reeleição ao comando da Casa em 2027. Nos bastidores, o senador tem sinalizado à oposição a possibilidade de pautar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma estratégia que busca consolidar apoio político no Congresso.
De acordo com informações divulgadas pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo, Alcolumbre tem adotado uma série de movimentos para fortalecer sua posição na disputa interna pela presidência do Senado. Entre eles, estão gestos políticos voltados à oposição e decisões em pautas sensíveis, consideradas estratégicas para ampliar sua base de sustentação.
Um dos exemplos recentes foi a condução da derrubada de vetos presidenciais relacionados ao projeto que trata da dosimetria penal. A medida acabou beneficiando condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, episódio conhecido como Ataques de 8 de janeiro de 2023, após ajustes no texto para evitar a extensão dos benefícios a outros tipos de crimes.
A possibilidade de abertura de processos de impeachment contra ministros do STF, até então mantidos sem avanço na presidência do Senado, passou a integrar as negociações políticas. Embora não tenha formalizado qualquer iniciativa nesse sentido, Alcolumbre não descartou a hipótese de dar andamento a algum pedido, condicionando a movimentação ao cenário de sua recondução ao cargo.
A sinalização foi recebida com respaldo por parte de setores da oposição, mas ainda há cautela entre parlamentares. Integrantes do Partido Liberal (PL) indicam, em conversas reservadas, que esperam ações concretas antes de consolidar apoio. Parte do grupo defende, inclusive, a antecipação de medidas ainda em 2026 como forma de demonstrar compromisso com a pauta.
Além disso, cresce dentro da oposição a defesa de um nome alinhado ao bolsonarismo para a presidência do Senado. Entre os cotados, aparece o senador Rogério Marinho (PL-RN), que atualmente atua na coordenação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O cenário evidencia o aumento da tensão entre o Legislativo e o Judiciário, além de revelar o peso das negociações políticas na definição dos rumos institucionais do país nos próximos anos.

