Entrevista | Pastor José Martins de Calais Júnior Presidente do Ministério Coronel Fabriciano–Ipatinga e COMADVARDO fala sobre política, igreja, ideologia e os sinais dos tempos

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O pastor José Martins de Calais Júnior, presidente do Ministério Assembleia de Deus em Coronel Fabriciano–Ipatinga e da Convenção dos Ministros das Assembleias de Deus do Vale do Rio Doce e Outros (COMADVARDO), concedeu entrevista abordando temas atuais como política, ideologia dentro da igreja, atuação do Judiciário, conflitos internacionais e a realização da próxima AGO da convenção.

Pastor, como o senhor vê a questão de pastores de esquerda no meio assembleiano nos últimos anos? Qual o seu posicionamento?

O meu posicionamento eu divido em duas partes. Em primeiro lugar, como cidadão, cada pessoa é livre para fazer suas escolhas. Eu respeito essa liberdade e as diferenças. Agora, como cristão e principalmente como pastor, na minha visão, isso não é possível. Ser pastor e ser de esquerda, para mim, é uma contradição. A esquerda defende pautas que são contrárias à Palavra de Deus. Então, não há como conciliar as duas coisas. Se alguém diz que é cristão, pastor e de esquerda, está entrando em contradição com a fé. Como cidadão, eu respeito. Mas, biblicamente, vejo que há um conflito.

O senhor acredita que dentro do Ministério Coronel Fabriciano–Ipatinga possa haver pastores de esquerda?
É possível, sim. Eu trato todos com muito respeito, então muitas vezes isso nem se manifesta. E também não fico investigando a vida de ninguém.

Não é uma pauta que eu fico buscando. E, se eu souber de alguém, naturalmente não vou expor ou chamar atenção diretamente. Porém, assim como eu respeito, também preciso ser respeitado, principalmente quando dou meu posicionamento nas reuniões.

O senhor não acha que essa ideologia poderia ser transmitida à igreja e causar prejuízo?

Talvez, mas eu não enfrentei esse problema diretamente. Se existe alguém com esse posicionamento, está muito camuflado. Até hoje, não tive problemas concretos com pastores nesse sentido. Os problemas que chegam até mim não são de pastores diretamente. Então, ainda fico até em dúvida se isso ocorre de forma expressiva dentro do ministério.

Como o senhor avalia o momento atual do Brasil, especialmente no cenário político?
A política brasileira segue um curso dentro do esperado. No entanto, hoje vejo mais dificuldade na atuação da Justiça do que na política em si. O grande problema é que a política foi judicializada. Ou seja, o que deveria ser resolvido no campo político passou a ser decidido pelo Judiciário. Isso afeta toda a sociedade. Se fosse apenas político, resolveríamos nas eleições. Mas hoje o problema envolve o sistema judicial.

E sobre esse avanço do Judiciário e também as guerras atuais, como o senhor interpreta esses acontecimentos? São sinais da volta de Jesus?
Sobre o Judiciário, acredito que houve um avanço sobre os outros poderes. Cada poder tem seu limite, e quando isso não é respeitado, há desequilíbrio. Isso tem prejudicado a política no Brasil.

Quanto às guerras, a Bíblia já fala sobre isso. Em Mateus, Jesus disse que ouviríamos falar de guerras e rumores de guerras, mas que ainda não seria o fim, e sim sinais.

Algo que chama atenção é quando os conflitos envolvem Israel. Vemos claramente a mão de Deus. Israel é um povo escolhido e está no plano divino. Mesmo sendo pequeno, nunca foi derrotado completamente. Eu creio que Deus levanta instrumentos para intervir nessas situações. E isso mostra que Deus continua no controle.

 O Brasil vive um momento difícil. O senhor acredita que isso também está relacionado à volta de Jesus?
Sim. A corrupção sempre existiu, mas hoje vemos um aumento muito grande, algo sistêmico. A Bíblia já profetizava sobre os últimos tempos. Existe um sistema mundial que se levanta contra Deus, contra a família e contra os princípios cristãos. Esse sistema é contrário à fé. Por isso reafirmo: não vejo como conciliar esse tipo de ideologia com o cristianismo.

 Pastor, qual a importância da próxima AGO da COMADVARDO para o Ministério?
A AGO é extremamente importante. Ela acontecerá de 20 a 22 de julho, na cidade de Mantena, e faz parte do calendário oficial da convenção.

Para nós, é uma grande responsabilidade dar continuidade a esse trabalho. Graças a Deus, nossas assembleias têm sido muito abençoadas. Isso mostra que estamos caminhando dentro da direção de Deus, cumprindo aquilo que nos foi confiado.

 Suas considerações finais: Quero agradecer ao jornalista Josimar Loureiro pela entrevista, sempre muito prestativo e comprometido. Reafirmo que estamos à disposição para dialogar, esclarecer e apresentar nossa visão, sempre com respeito às divergências. Que Deus abençoe poderosamente o Portal Vale Evangélico.

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