Casos de febre maculosa se concentram nas Regiões Norte e Noroeste
Foto: reprodução / CECOM Unicamp
A transmissão em seres humanos ocorre por meio da picada do carrapato infectado pela bactéria causadora da doença
Dados de Secretaria de Estado de Saúde (SEAS-RJ), levantados até o dia 9 de agosto deste ano, confirmaram 14 casos de febre maculosa e quatro mortes em todo o estado do Rio de Janeiro. Ainda segundo o governo, o estado apresentou queda no número de casos nos dois últimos anos. O ano passado registrou 33 casos com 14 mortes; enquanto que no ano anterior, 19 pessoas foram a óbito no total de 46 casos confirmados.
De acordo com o Ministério da Saúde, a febre maculosa é uma doença infecciosa, febril aguda e de gravidade variável causada por uma bactéria do gênero Rickettsia, transmitida pela picada do carrapato. No Brasil duas espécies de riquétsias estão associadas a quadros clínicos da Febre Maculosa: Rickettsia rickettsii, com números maiores de registros no norte do Paraná e nos estados da região Sudeste; e, Rickettsia parkeri, que tem sido registrada em ambientes de Mata Atlântica (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia e Ceará), produzindo quadros clínicos menos graves.
De acordo com a Portaria do MS de consolidação Portaria nº 264, de 17 de fevereiro de 2020 – todo caso de febre maculosa é de notificação obrigatória às autoridades locais de saúde. Deve-se iniciar a investigação epidemiológica em até 48 horas após a notificação.
Os sintomas iniciais são: febre, dor de cabeça e dor no corpo. A partir do terceiro dia começam a aparecer manchas no corpo, principalmente na sola dos pés e nas palmas da mão. O quadro piora a partir do quinto dia, podendo se tornar irreversível. A transmissão em seres humanos ocorre por meio da picada do carrapato infectado pela bactéria causadora da doença. Os carrapatos permanecem infectados durante toda a vida, em geral de 18 a 36 meses.

Obs: Os assuntos tratados nessa editoria seguem uma linha informativa, e a mesma não se responsabiliza em tratar diagnósticos. Em caso de apresentação de algum sintoma, um médico especialista deverá ser consultado.
Por Ezequias Gadelha / Com informações Gov.Br, Fiocruz e G1

