Os grupos se formam no STF: um quer limpeza, o outro quer deixar tudo nas sombras
Edson Fachin, presidente do STF, defendeu fim do inquérito das fake news e levou indireta de Flávio Dino, aliado de Alexandre de Moraes. (Foto: Gustavo Moreno/STF)
E tudo isso acontecendo nas sombras – ou sob a luz, dependendo do resultado da eleição, já que agora, como veremos, as pesquisas estão mostrando uma virada.
O site Migalhas lembrou de algo que eu não tinha anotado: na sexta-feira passada, Edson Fachin, presidente do Supremo, ao lado de Lula, falava de suas prioridades à frente do STF e mencionou o fim do “inquérito do fim do mundo”. No dia seguinte, o ministro Flávio Dino questionou se um juiz pode prometer o fim de um inquérito como se fosse candidato, ou apenas para receber aplauso. Uma indireta em Fachin. Isso me confirmou qual a posição de Fachin nessa divisão atual do Supremo: ele está apoiando essa tentativa de André Mendonça de separar o joio do trigo e tirar o joio, as frutas podres do STF.
Eu já havia feito uma análise colocando Fachin ao lado de André Mendonça, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques, formando um quarteto, contra o outro quarteto formado por Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Dino e Dias Toffoli. Em cima do muro, por enquanto, eu havia colocado Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, ex-advogado de Lula, que tem muito tempo pela frente e uma biografia a zelar, assim como Cármen Lúcia.
Esse caso vai demandar muita coisa na hora do plenário, que terá de avaliar a realidade óbvia que estamos vendo agora: Moraes envolvido numa quebra de sigilo de uma investigação que continua ajudando Vorcaro, porque revela possíveis alvos de futuras buscas e apreensões, e que agora já vão esconder provas. E Moraes, para se defender de Mendonça, usa uns relatórios de inteligência que não são nada – aliás, são sim, porque surgem como agravantes de crimes praticados lá dentro, tanto que já o chefe da inteligência e o diretor-geral da Polícia Federal acabaram afastados por Mendonça, com o apoio da segunda turma do Supremo. Gilmar tentou parar o julgamento pedindo vista, mas não deu certo, porque outros ministros já adiantaram voto e formaram maioria. E tudo isso acontecendo nas sombras – ou sob a luz, dependendo do resultado da eleição, já que agora, como veremos, as pesquisas estão mostrando uma virada.
Por Alexandre Garcia – 08/09/2026 às 20:39

