Intelbras demite funcionário que sugeriu fuzilamento das filhas de Flávio Bolsonaro

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Publicação na rede social X fez referência à execução da família imperial russa; empresa confirmou o desligamento após a repercussão do caso.

A mensagem de Caio Anjo Fernandes foi direcionada às adolescentes Carolina e Luiza Bolsonaro, de 12 e 14 anos. A manifestação provocou indignação nas redes sociais e levou usuários a cobrar um posicionamento da empresa catarinense.

SÃO JOSÉ (SC) — A empresa de tecnologia Intelbras, sediada em São José, na Grande Florianópolis, confirmou nesta quinta-feira (29) o desligamento de Caio Anjo Fernandes, após a repercussão de uma publicação na rede social X em que ele sugeriu violência contra as filhas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O comentário foi direcionado às adolescentes Carolina e Luiza Bolsonaro, de 12 e 14 anos, respectivamente, e ocorreu em meio a discussões nas redes sociais sobre a saída do senador do Brasil.

Na publicação, Fernandes escreveu: “Protocolo Romanov nelas sem mais delongas”. A expressão foi interpretada como uma referência à execução da família imperial russa, ocorrida em julho de 1918, durante a Revolução Russa.

Referência histórica à execução da família Romanov

A mensagem remete ao assassinato do czar Nicolau II, de sua esposa, Alexandra, dos cinco filhos do casal e de quatro funcionários, executados por revolucionários bolcheviques em 17 de julho de 1918, na cidade de Ecaterimburgo, na Rússia.

A família Romanov governou o Império Russo por mais de três séculos. A execução de seus integrantes tornou-se um dos episódios mais conhecidos e trágicos da história russa.

Ao utilizar essa referência em uma mensagem dirigida às filhas do senador brasileiro, o autor provocou uma onda de reações negativas nas redes sociais, onde usuários classificaram a manifestação como uma ameaça de extrema gravidade, especialmente por envolver duas menores de idade.

Intelbras confirma desligamento

Após a divulgação do comentário, diversos usuários passaram a marcar o perfil oficial da Intelbras na rede social X, cobrando providências da companhia e um posicionamento sobre a conduta do funcionário.

Diante da repercussão, a empresa publicou uma nota confirmando o encerramento do vínculo profissional com o autor da mensagem.

“A Intelbras informa que o profissional envolvido em publicações recentes em redes sociais não integra mais o quadro de colaboradores da companhia”, declarou a empresa.

Na mesma manifestação, a companhia reafirmou seu compromisso com a ética, o respeito e os princípios estabelecidos em seu Código de Ética e Conduta.

O desligamento foi anunciado após a ampliação da repercussão do caso, que mobilizou usuários da plataforma e gerou cobranças públicas à empresa catarinense.

Caso repercute nas redes sociais

A publicação reacendeu o debate sobre a disseminação de mensagens que fazem apologia à violência no ambiente digital, sobretudo quando direcionadas a familiares de figuras públicas e a pessoas menores de idade.

Embora divergências políticas façam parte da vida democrática, manifestações que sugerem agressões ou execuções ultrapassam os limites do debate político respeitoso e podem exigir apuração pelas autoridades competentes, conforme as circunstâncias e os elementos de cada caso.

Até o momento da divulgação das informações que embasaram esta reportagem, Flávio Bolsonaro não havia se manifestado publicamente sobre o episódio.

Fonte: Informações publicadas pela imprensa nacional, com destaque para o Metrópoles e o Poder Nacional.

Josimar Loureiro
Portal Vale Evangélico — Vale do Aço e Vale do Rio Doce
Comunicação cristã interdenominacional

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