Trump apoia projeto de lei que amplia sanções à Rússia e ameaça parceiros comerciais
Proposta prevê tarifas de até 500% a países que continuarem comprando petróleo e urânio russos, como Brasil, China e Índia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu sinal verde para a tramitação de um projeto de lei que amplia de forma significativa as sanções econômicas contra a Rússia e também contra países que mantêm relações comerciais estratégicas com Moscou, como o Brasil. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (7) pelo senador republicano Lindsey Graham.
Segundo o parlamentar, a proposta — construída de forma bipartidária — tem como principal objetivo aumentar a pressão financeira sobre o presidente russo, Vladimir Putin, para forçá-lo a encerrar a guerra na Ucrânia. O texto autoriza a imposição de chamadas “tarifas secundárias”, que podem chegar a até 500% sobre produtos importados de países que continuarem adquirindo petróleo, derivados ou urânio da Rússia.
O ponto central do projeto é justamente penalizar economicamente os parceiros comerciais de Moscou, considerados essenciais para o financiamento do esforço de guerra russo. Na avaliação de Graham, ao manter a compra de energia russa a preços reduzidos, essas nações acabam sustentando o conflito no leste europeu.
O senador afirmou que o apoio de Trump representa uma mudança relevante na postura americana em relação à guerra. Em publicação nas redes sociais, Graham relatou que, após uma reunião considerada “muito produtiva” com o presidente, recebeu autorização para avançar com o texto no Congresso. O projeto é fruto de meses de articulação com o senador democrata Richard Blumenthal e outros parlamentares.
De acordo com o congressista, a proposta concederá ao presidente dos Estados Unidos amplos poderes para isolar economicamente a Rússia e aumentar a pressão diplomática sobre países como China, Índia e Brasil, incentivando-os a interromper a compra de petróleo russo.
Com o aval da Casa Branca, a expectativa é de que o projeto seja colocado em votação já na próxima semana. Lindsey Graham afirmou esperar uma adesão expressiva de democratas e republicanos, o que pode acelerar a aprovação da medida no Congresso norte-americano.

