{"id":2509,"date":"2020-11-09T08:49:48","date_gmt":"2020-11-09T11:49:48","guid":{"rendered":"http:\/\/jornalvaleevangelico.com.br\/?p=2509"},"modified":"2020-11-09T08:49:50","modified_gmt":"2020-11-09T11:49:50","slug":"mobilidade-urbana-o-ir-e-vir-que-leva-alem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jornalvaleevangelico.com.br\/index.php\/2020\/11\/09\/mobilidade-urbana-o-ir-e-vir-que-leva-alem\/","title":{"rendered":"Mobilidade urbana: o ir e vir que leva al\u00e9m"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Setor \u00e9 essencial para melhorar qualidade de vida<\/h3>\n\n\n\n<p>Milhares de prefeitos eleitos ter\u00e3o, a partir do dia 1\u00ba de janeiro de 2021, o desafio de tornar melhor a vida das pessoas em cada um dos quase 6 mil munic\u00edpios brasileiros. De todas as promessas apresentadas durante as campanhas, uma das que t\u00eam mais condi\u00e7\u00f5es de ajudar os futuros prefeitos a cumprirem esse desafio s\u00e3o as que t\u00eam, como tema, a mobilidade urbana.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1392520&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1392520&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p>A mobilidade urbana est\u00e1 diretamente relacionada \u00e0 qualidade de vida das pessoas. Basta imaginar viver em uma cidade onde, deslocar-se por ela, seja algo f\u00e1cil, agrad\u00e1vel e a um pre\u00e7o acess\u00edvel. Tudo \u00e9 muito lindo de se imaginar.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a realidade, quase sempre, \u00e9 outra.<\/p>\n\n\n\n<p>Boa parte dos prefeitos t\u00eam muita dificuldade para conseguir melhorar a situa\u00e7\u00e3o dos transportes p\u00fablicos e das vias \u2013 o que inclui cal\u00e7adas, ciclovias, ve\u00edculos, corredores de \u00f4nibus, transporte escolar e muito mais \u2013 porque sequer sabe o que \u00e9 \u201ca tal mobilidade urbana\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Mobilidade urbana: as condi\u00e7\u00f5es oferecidas pela cidade para facilitar o deslocamento de cidad\u00e3os e bens, com o objetivo de desenvolver atividades e rela\u00e7\u00f5es sociais e econ\u00f4micas<\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/WuHABTkSg8BdQ8dxOuBo3Y0sPmk=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/00-primeiros-passos-na-prefeitura.png?itok=-ivE0-Ye\" alt=\"primeiros passos na prefeitura\" title=\"Daniel Dresch - Arte EBC\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Professor da Universidade de Bras\u00edlia (UnB) e doutor em pol\u00edtica de desenvolvimento territorial, Joaquim Arag\u00e3o sugere que, antes de definir as prioridades de sua gest\u00e3o, os prefeitos observem algumas caracter\u00edsticas de seu munic\u00edpio \u2013 principalmente com rela\u00e7\u00e3o ao tamanho e ao n\u00famero de habitantes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTodas prefeituras, independentemente do tamanho do munic\u00edpio, precisam, antes de tudo, levar em conta as boas condi\u00e7\u00f5es de mobilidade para os pedestres\u201d, enfatiza Arag\u00e3o ao ser perguntado sobre quais primeiros passos o gestor deve dar para melhorar o ir e vir das pessoas em sua cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm munic\u00edpios de \u00e1rea rural ou de per\u00edmetro urbano delimitado, por exemplo, muita coisa pode ser resolvida com bicicleta, deslocamentos a p\u00e9 ou com motot\u00e1xis que, al\u00e9m de serem renda para muita gente, s\u00e3o muito relevantes e usados pela popula\u00e7\u00e3o \u2013 e, por isso, precisam urgentemente ser regularizados at\u00e9 mesmo para que esses profissionais sejam treinados, de forma a prestar um servi\u00e7o seguro\u201d, explica o professor.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/NWL7d6IXjdAZDkxOZdSfS8SPkqQ=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/01-transporte-escolar.png?itok=rfufNqTO\" alt=\"transporte escolar\" title=\"Daniel Dresch - Arte EBC\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo Arag\u00e3o, no caso de munic\u00edpios rurais, um dos grandes desafios para os prefeitos est\u00e1 relacionado ao transporte escolar rural, que desloca os estudantes entre a casa e a escola. Por meio de um ajuste contratual e com uma regula\u00e7\u00e3o inteligente, \u00e9 poss\u00edvel permitir que os operadores contratados circulem e estendam o servi\u00e7o aos demais cidad\u00e3os, enquanto os alunos est\u00e3o em aula ou j\u00e1 tenham retornado a suas resid\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNossa experi\u00eancia mostra que o transporte escolar tem papel muito importante, que vai al\u00e9m de ser apenas escolar. Mas, para serem bem aproveitados, esses ve\u00edculos t\u00eam de ter garantias quanto a sua manuten\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a e regularidade\u201d, diz o especialista, ao lembrar que recursos para esse fim podem ser obtidos com a ajuda do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso das cidades de m\u00e9dio porte, a preocupa\u00e7\u00e3o vai al\u00e9m do transporte escolar. Segundo Arag\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio ter um sistema de \u00f4nibus mais adequado. Mas, para isso, \u00e9 necess\u00e1rio ter um contrato que, de fato, busque a melhor entre as propostas apresentadas. Principalmente nos casos em que a prefeitura n\u00e3o tenha t\u00e9cnicos para ajudar no controle e na verifica\u00e7\u00e3o da qualidade do servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNesse sentido, \u00e9 muito importante que haja di\u00e1logo entre popula\u00e7\u00e3o, operador e operador p\u00fablico. Essas tr\u00eas partes t\u00eam de dialogar, e n\u00e3o apenas ficar reclamando uma da outra. Trata-se de uma pol\u00edtica de constru\u00e7\u00e3o consensual para a cidade\u201d, argumenta Arag\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/kclb0OOzlv3t9KBkJGEkgzyHYzM=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/911481-vida%20ribeirinha-0346.jpg?itok=3MkPk2cY\" alt=\"Crian\u00e7as da comunidade de S\u00e3o Francisco do Main\u00e3 v\u00e3o de lancha para a escola (Tomaz Silva\/Ag\u00eancia Brasil)\" title=\"Tomaz Silva\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Crian\u00e7as da comunidade de S\u00e3o Francisco do Main\u00e3 v\u00e3o de lancha para a escola&nbsp; &#8211;&nbsp;<strong>Tomaz Silva\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p>J\u00e1 as cidades de maior porte precisam de um sistema com planejamento p\u00fablico mais definido, com um transporte de massa mais pesado. A come\u00e7ar por corredores exclusivos de BRT (<em>Bus Rapid Transit<\/em>), at\u00e9 chegar a sistemas sobre trilho, necess\u00e1rios para cidades com popula\u00e7\u00e3o acima de 2 milh\u00f5es de habitantes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 importante ver tamb\u00e9m outros meios de transportes que n\u00e3o sejam motorizados, como as bicicletas, que t\u00eam papel muito importante hoje em dia. Outros pontos a serem considerados s\u00e3o o tr\u00e1fego e os estacionamentos nas \u00e1reas centrais, para que os carros n\u00e3o estacionem de forma a perturbar a circula\u00e7\u00e3o. Tem de haver uma boa pol\u00edtica para que realmente haja uma boa utiliza\u00e7\u00e3o disso tudo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A circula\u00e7\u00e3o do transporte de carga tamb\u00e9m tem de ser levada em conta porque \u00e9 muito comum os prefeitos se preocuparem com transporte coletivo e acabarem se esquecendo dos ve\u00edculos de grande porte que, em muitos casos, acabam tendo de circular nas pequenas vias do munic\u00edpio. \u201cOs prefeitos precisam ficar atentos para impedir que caminh\u00f5es e carretas rodovi\u00e1rias circulem livremente, atrapalhando o tr\u00e2nsito e danificando cal\u00e7adas e asfalto\u201d, disse Arag\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma coisa \u00e9 consenso entre os especialistas consultados pela&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>: para dar fluidez ao tr\u00e2nsito \u00e9 fundamental que se tenha servi\u00e7os de transportes p\u00fablicos eficientes e que eles sejam priorizados em rela\u00e7\u00e3o aos autom\u00f3veis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o que defende o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), Ot\u00e1vio Cunha. \u201cFaixas exclusivas \u00e0 direita da via \u00e9 uma medida barata e eficiente porque muitos dos problemas que se t\u00eam atualmente est\u00e3o relacionados \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o e \u00e0 prioridade que se deu ao transporte individual ao longo dos \u00faltimos 25 anos. Precisamos mesmo priorizar o deslocamento do \u00f4nibus\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a entidade, os autom\u00f3veis ocupam 70% do espa\u00e7o vi\u00e1rio e transportam 25% das pessoas, enquanto os \u00f4nibus ocupam menos de 10% e transportam 40% da popula\u00e7\u00e3o. \u201cAt\u00e9 do ponto de vista da democratiza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o urbano, \u00e9 justo investir no transporte publico\u201d, disse o executivo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/CyUS2nOZjUrcXaj1-JqkpcE7nus=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/07-criticas-virao.png?itok=cONMyOTY\" alt=\"cr\u00edticas vir\u00e3o\" title=\"Daniel Dresch - Arte EBC\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Cunha alerta que os prefeitos precisam ficar atentos porque as cr\u00edticas \u00e0 faixa exclusiva e a defesa do transporte individual vir\u00e3o. \u201cElas v\u00eam sempre dos cidad\u00e3os de posse [s\u00e3o eles os que mais utilizam carros para se deslocar]\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Em alguns casos, a resist\u00eancia e os conflitos podem ter, como origem, os comerciantes. \u201cComo os BRTs circulam de forma mais r\u00e1pida, podem representar algum perigo, principalmente em vias comerciais. H\u00e1 prefeitos que tiveram problemas para implantar esses corredores porque alguns comerciantes acham que ter essas vias em frente ao seu com\u00e9rcio acaba afastando clientes. H\u00e1 tamb\u00e9m queixas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura de dire\u00e7\u00e3o de nossos \u00f4nibus, que \u00e9 p\u00e9ssima, gerando o desconforto a passageiros e a pessoas nas ruas e cal\u00e7adas\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/ilj3acCrZfpW82s7BvjTgxfOdh8=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/rvrsa_abr_300720120955.jpg?itok=qOhg89LD\" alt=\"Faixa de \u00f4nibus na rua da Consola\u00e7\u00e3o, regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo.\" title=\"Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Faixa de \u00f4nibus na rua da Consola\u00e7\u00e3o, regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo. &#8211;&nbsp;<strong>Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p>Segundo o superintendente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Transportes P\u00fablicos (ANTP), Luiz Carlos N\u00e9spoli, o Brasil evoluiu muito na implanta\u00e7\u00e3o de faixas exclusivas e corredores de BRT, mas seu uso \u00e9 pouco, se comparado ao potencial que este modal tem.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUma boa medida [para ilustrar seu pouco uso] \u00e9 a quantidade de quil\u00f4metros com faixa exclusiva, em compara\u00e7\u00e3o com o total de quil\u00f4metros de vias servidas por \u00f4nibus. Hoje, a m\u00e9dia no Brasil \u00e9 de apenas 4,4%. Ou seja, a cada 100 km de vias onde circulam os \u00f4nibus, apenas 4,4 km t\u00eam prioridade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A ANTP estima que as cidades com mais de 250 mil habitantes ainda precisam de cerca de 9 mil km de vias com prioridade, sendo 7,7 mil km de faixas exclusivas \u00e0 direita da via; 1,1 mil km de corredores centrais de avenidas; e 198 km de BRT, com corredores mais sofisticados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/DxfozSZa_AV7g3n0C39MYuQYa4A=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/08-sistema-metroferroviario.png?itok=YwJo8iDR\" alt=\"sistema metroferrovi\u00e1rio\" title=\"Daniel Dresch - Arte EBC\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Metr\u00f4s podem ser uma solu\u00e7\u00e3o definitiva para cidades com popula\u00e7\u00e3o a partir de 2 milh\u00f5es de habitantes. Para Ot\u00e1vio Cunha, da NTU, este \u00e9 o melhor de todos os sistemas, al\u00e9m de ser o mais bem avaliado por ser seguro, confi\u00e1vel e regular. \u201cEle tem velocidade comercial e \u00e9 limpo [ambientalmente]\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, em fun\u00e7\u00e3o de seu alto custo, em geral s\u00f3 \u00e9 vi\u00e1vel tendo a ajuda de subs\u00eddios. \u201cS\u00f3 tarifa n\u00e3o paga o servi\u00e7o. A solu\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o, passa por receitas extratarif\u00e1rias pagas pela sociedade, j\u00e1 que \u00e9 a popula\u00e7\u00e3o a parte mais beneficiada nessa cadeia. O taxamento de transporte individual; de estacionamentos; de combust\u00edveis e os licenciamentos podem e devem ajudar a bancar esse transporte p\u00fablico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O metr\u00f4 \u00e9 um transporte de massa e \u00e9 isso o que viabiliza sua exist\u00eancia. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio muitos passageiros (arrecada\u00e7\u00e3o) para cobrir os custos operacionais e de investimento\u201d, acrescenta N\u00e9spoli, da ANTP.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o professor Arag\u00e3o, esta \u201csolu\u00e7\u00e3o definitiva\u201d costuma ser prejudicada por \u201clobbies e press\u00f5es pol\u00edticas\u201d feitas por empresas de \u00f4nibus que querem impor o seu modal como solu\u00e7\u00e3o at\u00e9 para cidades com popula\u00e7\u00e3o superior a 4 milh\u00f5es de habitantes. \u201cAs maiores capitais deveriam j\u00e1 ter umas 15 linhas de metr\u00f4 e de 5 a 10 linhas de trem metropolitano. Muitos pa\u00edses asi\u00e1ticos, como a China, j\u00e1 t\u00eam sistemas de 20 linhas\u201d, disse. \u201c\u00c9 caro? Claro que \u00e9, at\u00e9 por precisar de um modelo de investimento muito mais complexo. Mas a pergunta a ser feita deve ser outra: qual \u00e9 o custo de n\u00e3o se fazer isso?\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/kcPRhKII7eiNg6TVAVXmsPT0w0E=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/15-ciclovias.png?itok=4JhxlFgW\" alt=\"ciclovias\" title=\"Daniel Dresch - Arte EBC\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Para muitos munic\u00edpios, um modal que, al\u00e9m de n\u00e3o causar problemas para o meio ambiente, pode ajudar a diminuir os gastos p\u00fablicos com sa\u00fade \u00e9 o das ciclovias. Al\u00e9m de tudo, \u00e9 o mais f\u00e1cil e barato de ser constru\u00eddo. Os prefeitos, no entanto, precisam ficar alertas para o fato de que este modal tamb\u00e9m precisa de um plano de circula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm geral, prefeitos est\u00e3o muito preocupados com obras. Ent\u00e3o as ciclovias, para eles, \u00e9 algo fant\u00e1stico. Hoje, felizmente, se v\u00ea ciclovias em qualquer lugar porque \u00e9 obra f\u00e1cil de fazer e porque o prefeito fica bem na foto ao fazer uma rede de ciclovias\u201d, diz Arag\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para N\u00e9spoli, \u00e9 fundamental que se d\u00ea maior seguran\u00e7a para a circula\u00e7\u00e3o das bicicletas, com a implanta\u00e7\u00e3o de ciclofaixas ou ciclovias e tamb\u00e9m com biciclet\u00e1rios e estacionamentos mais seguros de bicicleta. O superintendente da ANTP sugere, aos prefeitos de cidades onde n\u00e3o h\u00e1 a cultura do uso de bicicletas, que fa\u00e7am campanhas estimulando seu uso.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/oA4NIkHkOOloguEAE3tcUkCppfg=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/19_07_2020_ciclovia_sp-2.jpg?itok=tfZrkPnk\" alt=\"Reativa\u00e7\u00e3o das ciclofaixas de lazer durante flexibiliza\u00e7\u00e3o da quarentena na capital paulista.\" title=\"Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Ciclofaixas de lazer durante flexibiliza\u00e7\u00e3o da quarentena na capital paulista. &#8211;&nbsp;<strong>Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p>Integrante da Uni\u00e3o de Ciclistas do Brasil, Andr\u00e9 Soares, sugere aos futuros prefeitos, que, antes de darem in\u00edcio a alguma obra de ciclovia, conhe\u00e7am a demanda que existe na cidade. \u201cFa\u00e7am pesquisas para conhecer quantos s\u00e3o e onde est\u00e3o os ciclistas da cidade, para ent\u00e3o determinar onde fazer ciclovias e\/ou ciclo rotas\u201d, disse. \u201cRegi\u00f5es de baldea\u00e7\u00e3o de passageiros para metr\u00f4s, trens e \u00f4nibus, se conectadas a uma infraestrutura de biciclet\u00e1rios permitem a intermodalidade de forma eficiente. \u00c9 necess\u00e1rio tamb\u00e9m uma boa ilumina\u00e7\u00e3o na ciclovia e que a implementa\u00e7\u00e3o dessas ciclovias aconte\u00e7a em \u00e1rea de circula\u00e7\u00e3o urbana, para que a seguran\u00e7a do usu\u00e1rio seja favorecida\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo o ciclista, a arboriza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m proporciona conforto t\u00e9rmico, estimulando ainda mais as pessoas a pedalarem. \u201cVale ressaltar que a maior parte da infraestrutura ciclovi\u00e1ria existente est\u00e1 na regi\u00e3o central das cidades. Logo, \u00e9 necess\u00e1rio conect\u00e1-la \u00e0s demais regi\u00f5es, principalmente com as regi\u00f5es perif\u00e9ricas\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/r4Z3lWKJM6Awf8XwygKxboW6Yv8=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/18-pedestres.png?itok=rM02YcGN\" alt=\"pedestres\" title=\"Daniel Dresch - Arte EBC\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Integrante da Associa\u00e7\u00e3o pela Mobilidade \u00e0 P\u00e9 (Cidadeap\u00e9), Ana Carolina Nunes explica que a&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2011-2014\/2012\/lei\/l12587.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Pol\u00edtica Nacional de Mobilidade Urbana<\/a>&nbsp;determina o que os prefeitos devem fazer e diz que a caminhada, a bicicleta e o transporte p\u00fablico devem ter prioridade em rela\u00e7\u00e3o a carros e motos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMuita gente acha que melhorar a mobilidade \u00e9 s\u00f3 asfaltar ruas e construir viadutos. Mas n\u00e3o \u00e9 bem assim: construir cal\u00e7adas, ciclovias e pontos de \u00f4nibus confort\u00e1veis \u00e9 bem mais importante, porque a maior parte das pessoas se desloca a p\u00e9, de bicicleta ou de transporte p\u00fablico. Por isso, os prefeitos devem prezar menos obras fara\u00f4nicas e mais projetos simples e eficientes\u201d, disse Ana Carolina \u00e0&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as obras mais relevantes para a mobilidade urbana est\u00e3o as cal\u00e7adas. \u201cO maior problema das cal\u00e7adas \u00e9 que, na pr\u00e1tica brasileira, elas s\u00e3o de responsabilidade do morador. A\u00ed, cada um faz sua pr\u00f3pria cal\u00e7ada. Em muitos casos, a transformam em rampa para a garagem, resultando em cal\u00e7adas com inclina\u00e7\u00e3o que n\u00e3o permitem a circula\u00e7\u00e3o e acabam fazendo com que as pessoas caminhem pelas ruas\u201d, explica Arag\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/Zn0A1iBBJGRjohkLgsqmOGEbFsY=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/rvrsa_abr_ebc_mobilidade_urbana_12.jpg?itok=QsQ5VnQx\" alt=\"Faixa de pedestre verde para encurtar trajeto em cruzamentos longos, na rua da Consola\u00e7\u00e3o, regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo.\" title=\"Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Faixa de pedestre verde para encurtar trajeto em cruzamentos longos, na rua da Consola\u00e7\u00e3o, regi\u00e3o central de S\u00e3o Paulo. &#8211;&nbsp;<strong>Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p>Ana Carolina explica que ao determinar que cada um \u00e9 respons\u00e1vel pela cal\u00e7ada \u00e0 frente de sua casa, as leis municipais acabam dificultando a acessibilidade e a seguran\u00e7a da pr\u00f3pria cal\u00e7ada. Ela tamb\u00e9m \u00e9 coordenadora da campanha&nbsp;<a href=\"https:\/\/mobilidadenaseleicoes.org.br\/a-campanha\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Mobilidade Sustent\u00e1vel nas Elei\u00e7\u00f5es&nbsp;<\/a>\u2013 que tem, por objetivo, inserir os modos de mobilidade sustent\u00e1vel nos programas de governo, nas campanhas eleitorais e na atua\u00e7\u00e3o de prefeitos e vereadores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No site h\u00e1 propostas para a promo\u00e7\u00e3o de uma mobilidade mais sustent\u00e1vel nos munic\u00edpios. Para acess\u00e1-las,&nbsp;<a href=\"https:\/\/mobilidadenaseleicoes.org.br\/candidaturas\/propostas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">clique aqui<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ana Carolina diz que a&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13146.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lei Brasileira de Inclus\u00e3o<\/a>&nbsp;determina que as prefeituras planejem obras visando \u201crotas acess\u00edveis\u201d a todas as pessoas. \u201cO melhor caminho para as prefeituras \u00e9 discutir com a popula\u00e7\u00e3o \u2013 principalmente pessoas com defici\u00eancia e mobilidade reduzida &#8211; quais s\u00e3o as \u00e1reas priorit\u00e1rias para fazerem parte dessas rotas acess\u00edveis\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela cita que as \u00e1reas centrais, entorno de unidades de Sa\u00fade, escolas e equipamentos de cultura e lazer s\u00e3o altamente recomendadas para integrarem essas rotas. \u201cOs profissionais da prefeitura devem fazer projetos que permitam a qualquer pessoa fazer caminhos inteiros sem se preocupar com degraus ou qualquer obst\u00e1culo\u201d, acrescenta. Ela defende, tamb\u00e9m, a instala\u00e7\u00e3o de elevadores em esta\u00e7\u00f5es de metr\u00f4 e escadas e rampas de acesso a terminais de \u00f4nibus.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/9zLOrhcL31U2d4ZL-1K_-5aOu5Y=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/10-integracao.png?itok=jTtMiTEE\" alt=\"Integra\u00e7\u00e3o\" title=\"Daniel Dresch - Arte EBC\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Para a ANTP, a integra\u00e7\u00e3o do transporte p\u00fablico \u00e9 indispens\u00e1vel porque ajuda a racionalizar as redes de transporte, criando linhas tronco (grandes corredores) que s\u00e3o alimentadas por linhas de bairro, tendo como ponto de conex\u00e3o os terminais de transfer\u00eancia. Na avalia\u00e7\u00e3o de N\u00e9spoli, isso \u00e9 fundamental para redu\u00e7\u00e3o do custo, pois evita que todas as linhas venham at\u00e9 as regi\u00f5es centrais da cidade, o que envolve maiores despesas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA integra\u00e7\u00e3o \u2013 tanto f\u00edsica, via terminais, como tarif\u00e1ria, via bilhetes \u00fanicos \u2013 cria maior possibilidade de uso do sistema de transporte, facilitando a vida do cidad\u00e3o. Mas tem de ter especial aten\u00e7\u00e3o porque a baldea\u00e7\u00e3o tem de ser feita em melhores condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, com melhores terminais. E tem de ser pontual, para que as pessoas n\u00e3o fiquem esperando muito tempo para trocar de ve\u00edculo\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/YlfHIVgyN0biZy3i1Vnm2JWz73Y=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/11-tarifas.png?itok=W9j0xEUt\" alt=\"tarifas\" title=\"Daniel Dresch - Arte EBC\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Uma das maiores fontes de reclama\u00e7\u00f5es com o transporte p\u00fablico no Brasil est\u00e1 relacionada ao alto pre\u00e7o cobrado dos passageiros \u2013 insatisfeitos n\u00e3o apenas com o valor, mas tamb\u00e9m com a m\u00e1 qualidade dos servi\u00e7os oferecidos pelas empresas do setor.<\/p>\n\n\n\n<p>O coordenador do Programa de Mobilidade do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Rafael Calabria, diz que as tarifas podem e precisam ser reduzidas. Para tanto, as prefeituras precisam buscar \u201cfontes extratarif\u00e1rias, compondo um Fundo de Transportes que ajude a pagar o custo do transporte, sem se basear apenas na tarifa paga pelo usu\u00e1rio\u201d, inclusive para dar mais estabilidade econ\u00f4mica ao transporte coletivo nas cidades.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSegundo a Pol\u00edtica Nacional de Mobilidade Urbana [<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2011-2014\/2012\/lei\/l12587.htm#:~:text=1%C2%BA%20A%20Pol%C3%ADtica%20Nacional%20de,o%20inciso%20XX%20do%20art.&amp;text=182%20da%20Constitui%C3%A7%C3%A3o%20Federal%2C%20objetivando,cargas%20no%20territ%C3%B3rio%20do%20Munic%C3%ADpio\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lei 12.587\/12<\/a>], estas receitas podem vir da tributa\u00e7\u00e3o dos meios de transportes que geram mais impactos negativos \u2013 e que as cidades precisam desestimular, como o carro particular. Seja por meio de uso de recursos de estacionamentos, zona azul, ou taxas sobre os transportes por aplicativos ou sobre a gasolina\u201d, defende o pesquisador do Idec.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse fundo, segundo ele, pode ser composto por outras fontes mais simples, como a explora\u00e7\u00e3o de publicidade nos \u00f4nibus, pontos e terminais. \u201cAl\u00e9m das tarifas, os fundos podem ajudar tamb\u00e9m a desenrolar e concretizar obras como corredores, ciclovias e amplia\u00e7\u00e3o de cal\u00e7adas\u201d, sugere.<\/p>\n\n\n\n<p>A NTU tamb\u00e9m defende o rateado do transporte p\u00fablico com toda a sociedade. \u201cAfinal, o beneficio de seu uso n\u00e3o \u00e9 restrito ao usu\u00e1rio. Toda atividade econ\u00f4mica pode ser dinamizada na cidade com um bom transporte p\u00fablico. Ind\u00fastria, com\u00e9rcio, servi\u00e7os, lazer podem ser dinamizados gra\u00e7as a deslocamentos f\u00e1ceis, baratos e r\u00e1pidos\u201d, disse Cunha, presidente da associa\u00e7\u00e3o que representa as empresas de transporte urbano.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/geRm1IUQcL3ZeIZ5hHbSoZzTazI=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/sao_paulo_covid_19_quarentena_2904200190_2.jpg?itok=2SHo2UDk\" alt=\"Usu\u00e1rios de transporte p\u00fablico e motoristas de \u00f4nibus utilizam m\u00e1scaras de prote\u00e7\u00e3o contra covid-19 na rua da Consola\u00e7\u00e3o\" title=\"Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Usu\u00e1rios de transporte p\u00fablico e motoristas de \u00f4nibus utilizam m\u00e1scaras de prote\u00e7\u00e3o contra covid-19 na rua da Consola\u00e7\u00e3o &#8211;&nbsp;<strong>Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p>A analista t\u00e9cnica da \u00c1rea de Tr\u00e2nsito da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Munic\u00edpios (CNM), Luma Costa, acrescenta que \u00e9 preciso uma reestrutura\u00e7\u00e3o do sistema de financiamento do transporte p\u00fablico que inclua a participa\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas entes e de um sistema de pol\u00edtica regulado que proporcione o investimento de recursos provenientes do transporte privado para subsidiar a tarifa do transporte p\u00fablico municipal.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o professor Joaquim Arag\u00e3o, o problema n\u00e3o \u00e9 a tarifa, mas a \u201cbaixa renda que temos no Brasil\u201d. \u201cTemos de aumentar a renda da popula\u00e7\u00e3o porque, para pessoas desempregadas ou de baixa renda, qualquer tarifa \u00e9 cara\u201d, disse. \u201cO problema \u00e9 que a maior parte das prefeituras n\u00e3o se pergunta sobre como estimular o crescimento econ\u00f4mico local, de forma a aumentar a renda\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/9jKQTVXt-btJ3Lg0iTPasSnOwiE=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/12-pandemia-e-financas.png?itok=luqdFQOb\" alt=\"pandemia e finan\u00e7as\" title=\"Daniel Dresch - Arte EBC\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Se j\u00e1 \u00e9 dif\u00edcil, em tempos normais, equilibrar a parte financeira do setor de transportes, o que dizer quando uma pandemia reduz ainda mais a receita das empresas do setor? De acordo com a Pesquisa CNT de Opini\u00e3o divulgada no final de outubro, apesar da pandemia 58,6% das pessoas continuaram utilizando normalmente algum meio de transporte; 31,6%, deixaram de utilizar o \u00f4nibus como meio de transporte principal; 3,5% deixaram de utilizar carro; e 3,3%, aplicativos de transporte.<\/p>\n\n\n\n<p>Cal\u00e1bria, do Idec, diz que a perda de passageiros \u00e9 \u201ctr\u00e1gica\u201d para o setor, pois todo o custeio dos transportes coletivos \u00e9 baseado na tarifa paga pelos usu\u00e1rios. \u201cCom a queda de passageiros, as empresas perderam arrecada\u00e7\u00e3o e reduziram a frota, prejudicando a qualidade e aumentando as aglomera\u00e7\u00f5es, principalmente nas periferias das cidades\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/Xbkwgm79lQ-FvXEmeEwhAkLOz50=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/13-distanciamento-impossivel-escalonamento-de-horarios.png?itok=u_maIbJp\" alt=\"distanciamento\" title=\"Daniel Dresch - Arte EBC\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Dados da NTU apontam que, de 1994 a 2013, a demanda por transporte p\u00fablico caiu cerca de 25%; e de 2013 a 2019 caiu mais 27%. \u201cA\u00ed veio a pandemia e agravou ainda mais a situa\u00e7\u00e3o, fazendo a demanda cair 80% em mar\u00e7o e abril\u201d, diz Cunha. Ele acrescenta que, passada a fase aguda da pandemia, a oferta de servi\u00e7o variou de 75% a 100%, mas transportando apenas entre 45% e 55% da demanda hist\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs protocolos internacionais de seguran\u00e7a para evitar contamina\u00e7\u00e3o preveem uma dist\u00e2ncia de 1,5 metro entre as pessoas, algo imposs\u00edvel de se conseguir no transporte p\u00fablico. Al\u00e9m disso, as empresas ter\u00e3o de adotar medidas visando higiene e preven\u00e7\u00e3o, de forma a minimizar possibilidade de contamina\u00e7\u00e3o, o que gera mais custos. Mais do que nunca a pandemia mostra \u00e0 sociedade toda a fragilidade do transporte p\u00fablico brasileiro. Temos de discutir sa\u00eddas para isso\u201d, argumenta o presidente da NTU.<\/p>\n\n\n\n<p>O superintendente da ANTP &nbsp;defende mudan\u00e7as na din\u00e2mica de funcionamento das cidades, como forma de evitar, ainda que parcialmente, as aglomera\u00e7\u00f5es nos hor\u00e1rios de pico. \u201cCom todo mundo entrando praticamente no mesmo hor\u00e1rio no trabalho, nas escolas e nos com\u00e9rcios, e com as institui\u00e7\u00f5es abrindo suas portas no mesmo hor\u00e1rio, naturalmente haver\u00e1, nos sistemas de transportes, concentra\u00e7\u00e3o nesse hor\u00e1rio\u201d, disse N\u00e9spoli. \u201cO caminho mais adequado \u00e9 rever os hor\u00e1rios das atividades da cidade, o que est\u00e1 na m\u00e3o dos prefeitos, por meio de uma pol\u00edtica de escalonamento de hor\u00e1rios\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/2gE9ovCLsM3Fzu8vW7dxq76kPBg=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/ffraz_abr_0111191603.jpg?itok=DA7Vmji0\" alt=\" Linha Amarela, via administrada pela empresa Lamsa desde 1997. \" title=\"Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Linha Amarela no Rio de Janeiro &#8211;&nbsp;<strong>Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/VDDuBwRMX02AlAfkG8ngGITP3aY=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/09-fluidez-no-transito.png?itok=ySFVl-q3\" alt=\"fluidez no tr\u00e2nsito\" title=\"Daniel Dresch - Arte EBC\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Outro ponto importante na mobilidade urbana que deve ser observada pelos prefeitos \u00e9 a fluidez no tr\u00e2nsito. Para Arag\u00e3o ela depende, primeiramente, de um plano que vise a gest\u00e3o da circula\u00e7\u00e3o, o que, segundo ele, \u201chistoricamente n\u00e3o \u00e9 feito no Brasil\u201d. N\u00e3o existe, na pr\u00e1tica, nenhuma preocupa\u00e7\u00e3o com engenharia de tr\u00e2nsito para planejar m\u00e3os; zonas de estacionamentos; estacionamentos de carga e descarga; vagas para portadores de necessidades especiais; cal\u00e7adas ou mesmo sinaliza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto ressaltado por Arag\u00e3o s\u00e3o os efeitos que uma cidade sem planejamento tem para o sistema vi\u00e1rio. \u201cAqui, as cidades crescem como puxadinhos, com avenidas que simplesmente acabam no nada, o que dificulta a aplica\u00e7\u00e3o de um sistema vi\u00e1rio coeso, definido em vias arteriais, principais, coletoras e locais; e de um sistema vi\u00e1rio hierarquizado que possibilite \u00e0s pessoas saberem que vias v\u00e3o utilizar para qual tipo de viagem (se \u00e9 viagem local ou se vai atravessar para outro bairro). \u00c9 fundamental que haja um plano de circula\u00e7\u00e3o em cima do sistema vi\u00e1rio, para evitar inclusive problemas de congestionamento\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/9mNXjuu7IxHjtdezDMgLMAh8CHE=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/16-acidentes-e-mortes-no-transito.png?itok=bTyxoTF7\" alt=\"acidentes e mortes\" title=\"Daniel Dresch - Arte EBC\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Uma das consequ\u00eancias mais nefastas do tr\u00e2nsito mal planejado \u00e9 o grande n\u00famero de mortes e acidentes. A diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de v\u00edtimas passa inexoravelmente pela elabora\u00e7\u00e3o de estudos que indiquem quais s\u00e3o os pontos e os trechos mais cr\u00edticos no munic\u00edpio, bem como do tipo de acidente que costuma ocorrer.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTem lugares que s\u00e3o cr\u00edticos apenas por causa do desenho da via ou da falta ou coloca\u00e7\u00e3o inadequada de uma sinaliza\u00e7\u00e3o. S\u00e3o coisas simples de serem resolvidas do ponto de vista t\u00e9cnico\u201d, explica o professor Arag\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/irOGq53hdBlykwDPeVeolk1I_ts=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/atoms\/image\/dpvat_2.jpg?itok=gnU3IZFT\" alt=\"Indeniza\u00e7\u00f5es por acidentes na Semana Santa dobram nos \u00faltimos cinco anos\" title=\"Arquivo Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Autom\u00f3veis e motos respondem por 55% das mortes e dos acidentes de tr\u00e2nsito &#8211;&nbsp;<strong>Arquivo Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p>As solu\u00e7\u00f5es, no entanto, precisam sempre ser estudadas, para que n\u00e3o venham a dar in\u00edcio a outros problemas. \u201cPor exemplo, os quebra-molas. Eles reduzem velocidade nas cidades. Mas, por outro lado, se aplicados em tudo que \u00e9 lugar causar\u00e3o congestionamentos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O especialista acrescenta que muitos dos acidentes est\u00e3o ligados a quest\u00f5es comportamentais. Nesses casos, medidas regulamentadas \u2013 como as adotadas com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mistura de \u00e1lcool e dire\u00e7\u00e3o; ou mesmo o respeito \u00e0 faixa de pedestre, como ocorreu em Bras\u00edlia, podem ajudar a melhorar a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/w0HVdgYkoLigTFQpullxh9H9W5o=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/17-educacao-no-transito.png?itok=hJNCQc2H\" alt=\"educa\u00e7\u00e3o no tr\u00e2nsito\" title=\"Daniel Dresch - Arte EBC\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Arag\u00e3o defender que todos recursos obtidos com multas devam ser aplicados exclusivamente na educa\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito. Ele acredita que a solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ter por base apenas a aplica\u00e7\u00e3o de multas, porque muitos problemas decorrem de um mau comportamento por parte da popula\u00e7\u00e3o. \u201cA educa\u00e7\u00e3o \u00e9 importante porque, tendo consci\u00eancia de que est\u00e1 em um lugar problem\u00e1tico, a pessoa, consciente do perigo, o evita, por exemplo desacelerando antes de curvas fechadas\u201d<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">De acordo com a ANTP, h\u00e1 dois tipos de v\u00edtimas predominantes nas cidades: o pedestre e o motociclista. Neste \u00faltimo caso, a fiscaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 prejudicada uma vez que h\u00e1 muitas motos irregulares. \u201cDessa forma, os efeitos da multa n\u00e3o existem porque n\u00e3o h\u00e1 o licenciamento\u201d, disse N\u00e9spoli.<\/h3>\n\n\n\n<p>Segundo a NTU, autom\u00f3veis e motos respondem por 55% das mortes e dos acidentes de tr\u00e2nsito, enquanto os \u00f4nibus respondem por menos de 1% dos casos. \u201c\u00c9 um efeito domin\u00f3 muito sentido no setor da sa\u00fade, porque entre 1% e 3% do PIB \u00e9 gasto com o tratamento de acidentados e mortos em tr\u00e2nsito \u2013 percentual que inclui as doen\u00e7as cardiorrespirat\u00f3rias decorrentes da polui\u00e7\u00e3o ambiental. Isso corresponde a algo entre R$ 70 bilh\u00f5es e R$ 210 bilh\u00f5es gastos anualmente. Um valor que poderia, inclusive, tornar realidade a ideia de tarifa zero para o transporte p\u00fablico\u201d, disse Cunha.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de cidades de menor porte, uma outra sugest\u00e3o que pode ajudar a evitar n\u00fameros t\u00e3o altos de v\u00edtimas de acidentes de tr\u00e2nsito \u00e9 o uso de paralelep\u00edpedos, em vez de asfalto. \u201cAl\u00e9m de atenuar a velocidade dos ve\u00edculos, os paralelep\u00edpedos t\u00eam ranhuras que, ao contr\u00e1rio do asfalto, s\u00e3o semiperme\u00e1veis. Seu efeito de drenagem, portanto, permite que a \u00e1gua passe, de forma a evitar alagamentos no caso de chuva\u201d, explica Arag\u00e3o, que \u00e9 pesquisador na UnB.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/o26-DrTsG_1_WrJcKqABhaMIVCY=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/03-ajuda-tecnica-e-capacitacao.png?itok=6TZEXR3V\" alt=\"ajuda t\u00e9cnica \" title=\"Daniel Dresch - Arte EBC\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Para resolver problemas como esses, Arag\u00e3o disse que as cidades grandes precisam de um quadro t\u00e9cnico que tenha dom\u00ednio sobre os assuntos ligados \u00e0 mobilidade urbana. \u201c[H\u00e1] a necessidade de se investir em forma\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o, o que pode ser conseguido com a ajuda do estado ou da Uni\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A ajuda t\u00e9cnica pode vir de v\u00e1rias fontes. \u201cA ANTP &nbsp;e a NTU t\u00eam material que pode ajudar bastante. Tem de ir atr\u00e1s dessas institui\u00e7\u00f5es e, tamb\u00e9m, buscar a ajuda de universidades p\u00fablicas, escolas t\u00e9cnicas, institutos federais e associa\u00e7\u00f5es, inclusive empresariais, porque h\u00e1 nelas suficiente capacita\u00e7\u00e3o intelectual\u201d, disse Arag\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Entidades como a Frente Nacional de Prefeitos e a CNM tamb\u00e9m podem ajudar. A CNM, inclusive, tem o CNM Qualifica, programa que, por meio de semin\u00e1rios, pode ajudar as prefeituras no desafio de qualificar seus quadros.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o presidente-executivo da NTU, Ot\u00e1vio Cunha, al\u00e9m de formar \u201cuma equipe t\u00e9cnica muito boa de servidores\u201d (ou consultores, caso n\u00e3o haja profissionais com esse perfil no servi\u00e7o p\u00fablico) capazes de lidar com a quest\u00e3o da mobilidade urbana, os futuros prefeitos t\u00eam de ler atentamente a&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2011-2014\/2012\/Lei\/L12587.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lei 12.587\/12<\/a>, que mostra as diretrizes principais para se buscar uma mobilidade urbana sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTodos munic\u00edpios j\u00e1 deveriam ter constru\u00eddo e adaptado os planos de mobilidade para a sua cidade. Se isso j\u00e1 tivesse sido feito, a realidade do transporte p\u00fablico hoje seria outra. No entanto, apenas 10% dos 2.900 munic\u00edpios que t\u00eam transporte p\u00fablico organizado fizeram seu plano de mobilidade. Mesmo assim, nem todos procuraram ouvir a sociedade local, formadores de opini\u00e3o, l\u00edderes comunit\u00e1rios ou aqueles que sofrem diariamente as agruras de um transporte p\u00fablico que n\u00e3o atende aos interesses e n\u00e3o tem regularidade\u201d, explica o dirigente da NTU.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma outra ajuda aos futuros prefeitos pode vir a partir da leitura da cartilha Como Ter um Transporte P\u00fablico Eficiente, Barato e com Qualidade na sua Cidade, produzida pela ANTP em parceria com v\u00e1rias entidades e t\u00e9cnicos ligados ao setor. Ela reflete o pensamento da classe empresarial, no sentido de buscar a melhoria do transporte p\u00fablico, mas de maneira sustent\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>A cartilha prev\u00ea tr\u00eas eixos principais que abrangem modelos de contrata\u00e7\u00e3o; modelos de custeio do servi\u00e7o e da qualidade; e a transpar\u00eancia necess\u00e1ria para que se tenha uma rede p\u00fablica de transportes bem constru\u00edda e acess\u00edveis aos cidad\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>Para baixar a cartilha Como Ter um Transporte P\u00fablico Eficiente, Barato e com Qualidade na sua Cidade, da ANTP,&nbsp;<a href=\"http:\/\/files.antp.org.br\/2020\/9\/28\/guia-transporte-publico-nas-eleicoes-2020_web.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">clique aqui<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/z_PNkN1qiL2okIddFBstOElypj0=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/ffraz_abr_290420193984.jpg?itok=kArOUFq0\" alt=\" Plataforma de embarque da esta\u00e7\u00e3o Central do Metr\u00f4 Rio, no centro da cidade.\" title=\"Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Plataforma de embarque da esta\u00e7\u00e3o Central do Metr\u00f4 Rio, no centro da cidade. &#8211;&nbsp;<strong>Fernando Fraz\u00e3o\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnm.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CNM<\/a>&nbsp;sugere que os prefeitos busquem ajuda tamb\u00e9m em \u00f3rg\u00e3os como as secretarias estaduais de Transporte, Tr\u00e2nsito e Mobilidade. Caso seja preciso criar um \u00f3rg\u00e3o municipal que, por meio de conv\u00eanio, ajude na fiscaliza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, a entidade sugere a utiliza\u00e7\u00e3o do sistema de elabora\u00e7\u00e3o dos planos de mobilidade disponibilizado pelo Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Regional.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu&nbsp;<em>site<\/em>, a CNM tem uma \u00e1rea dedicada a este tipo de ajuda. Para acess\u00e1-la,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnm.org.br\/informe\/exibe\/acordo-de-cooperacao-confederacao-nacional-de-municipios-e-secretaria-nacional-de-mobilidade-urbana-mdr\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">clique aqui<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a analista t\u00e9cnica da \u00c1ea de Tr\u00e2nsito da CNM, Luma Costa, os principais desafios das prefeituras na \u00e1rea de mobilidade est\u00e3o relacionados \u00e0 falta de programas visando a capta\u00e7\u00e3o de recursos do Or\u00e7amento Geral da Uni\u00e3o (OGU) e \u00e0 falta de um sistema de financiamento que envolva os tr\u00eas entes: Uni\u00e3o, estados e munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFalta tamb\u00e9m capacidade t\u00e9cnica para elabora\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o dos planos de mobilidade e apoio para a implanta\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os municipais de tr\u00e2nsito, bem como para a execu\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica Nacional de Mobilidade Urbana &#8211; que prev\u00ea como compet\u00eancia da Uni\u00e3o o apoio t\u00e9cnico e financeiro aos munic\u00edpios\u201d, acrescenta a analista.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/0xRAOAcsPeFfnPd2DiYixpigMp4=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/19-governo-federal.png?itok=BGeOc43D\" alt=\"governo federal\" title=\"Daniel Dresch - Arte EBC\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Em resposta a uma demanda da&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>, na qual foram solicitadas informa\u00e7\u00f5es sobre os principais apoios que o governo federal poder\u00e1 disponibilizar aos futuros prefeitos na miss\u00e3o de melhorar a mobilidade em suas cidades, o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Regional destacou a amplia\u00e7\u00e3o do prazo para que mais de 1,8 mil munic\u00edpios elaborem seus Planos de Mobilidade Urbana (PMU).<\/p>\n\n\n\n<p>Cidades com mais de 250 mil habitantes dever\u00e3o formular o documento at\u00e9 12 de abril de 2022, enquanto os munic\u00edpios com popula\u00e7\u00e3o de at\u00e9 250 mil pessoas podem finalizar a produ\u00e7\u00e3o at\u00e9 12 de abril de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Cidades que ainda n\u00e3o apresentaram seus planos podem voltar a receber recursos do Or\u00e7amento Geral da Uni\u00e3o (OGU) destinados ao setor at\u00e9 a data-limite. O minist\u00e9rio acrescenta que as cidades que n\u00e3o cumprirem esses prazos s\u00f3 poder\u00e3o solicitar e receber recursos federais destinados ao setor caso sejam utilizados para a elabora\u00e7\u00e3o do PMU.<\/p>\n\n\n\n<p>A fim de apoiar os prefeitos a elaborarem esse plano, o minist\u00e9rio disponibiliza assist\u00eancia financeira a cidades com popula\u00e7\u00e3o acima de 100 mil habitantes, via Programa Avan\u00e7ar Cidades \u2013 Mobilidade Urbana. J\u00e1 para os munic\u00edpios com popula\u00e7\u00e3o abaixo de 100 mil pessoas, a pasta oferece aux\u00edlio t\u00e9cnico a partir de dois instrumentos: o Sistema de Apoio \u00e0 Elabora\u00e7\u00e3o de Planos de Mobilidade Urbana e a Cartilha de Apoio \u00e0 Elabora\u00e7\u00e3o de Planos de Mobilidade Urbana.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAp\u00f3s a conclus\u00e3o da minuta do plano, a proposta deve ser discutida com a sociedade civil, votada pela C\u00e2mara Municipal e institu\u00edda como plano por meio de lei municipal ou decreto\u201d, informa o minist\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra possibilidade sugerida pelo minist\u00e9rio para a obten\u00e7\u00e3o de recursos \u00e9 a apresenta\u00e7\u00e3o de propostas via emendas parlamentares, em a\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria destinada pelo minist\u00e9rio para apoio \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o do PMU. \u201cAs solicita\u00e7\u00f5es ocorrem no \u00e2mbito do Programa 2.219 \u2013 Mobilidade Urbana, na a\u00e7\u00e3o 15UE \u2013 Planos de Mobilidade Urbana Locais\u201d, informa o \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Edi\u00e7\u00e3o: F\u00e1bio Massalli-Publicado em 09\/11\/2020 &#8211; 06:03 Por Pedro Peduzzi \u2013 Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil &#8211; Bras\u00edlia<\/h6>\n<div class=\"jorna-rodape jorna-entity-placement\" id=\"jorna-213635220\"><div id=\"jorna-1913257992\"><a href=\"https:\/\/gkscontabilidade.com\/\" aria-label=\"GKS Contabilidade\"><img src=\"https:\/\/jornalvaleevangelico.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/GKS-Contabilidade.jpeg\" alt=\"\"  srcset=\"https:\/\/jornalvaleevangelico.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/GKS-Contabilidade.jpeg 1600w, https:\/\/jornalvaleevangelico.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/GKS-Contabilidade-300x65.jpeg 300w, https:\/\/jornalvaleevangelico.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/GKS-Contabilidade-1024x223.jpeg 1024w, https:\/\/jornalvaleevangelico.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/GKS-Contabilidade-768x168.jpeg 768w, https:\/\/jornalvaleevangelico.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/GKS-Contabilidade-1536x335.jpeg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" width=\"1600\" height=\"349\"   \/><\/a><\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Setor \u00e9 essencial para melhorar qualidade de vida Milhares de prefeitos eleitos ter\u00e3o, a partir&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":2510,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[3,11,13],"tags":[],"class_list":["post-2509","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","category-cidade","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jornalvaleevangelico.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2509","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jornalvaleevangelico.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jornalvaleevangelico.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalvaleevangelico.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalvaleevangelico.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2509"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/jornalvaleevangelico.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2509\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2511,"href":"https:\/\/jornalvaleevangelico.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2509\/revisions\/2511"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalvaleevangelico.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2510"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jornalvaleevangelico.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2509"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalvaleevangelico.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2509"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jornalvaleevangelico.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2509"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}<br />
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