Coronavírus: especialista explica por que o teste rápido tem mais chance de dar falso negativo

Carlos Eduardo Ferreira, presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (Foto: Divulgação)

Ele não detecta o coronavírus, mas os anticorpos produzidos pelo organismo

O Brasil tem dois testes disponíveis para diagnóstico da Covid-19: o PCR e o teste rápido. O primeiro é considerado o mais preciso porque detecta o vírus com uma amostra nasal ou oral, mas demora mais tempo. Já o segundo é mais rápido, porém pode ser impreciso. Ele não detecta o coronavírus, mas os anticorpos produzidos pelo organismo para combatê-lo.

— A prevalência maior dos resultados falsos negativos são nos testes de identificação de anticorpos, principalmente o teste rápido. Esse é um teste que somente está indicado a partir do sétimo dia de doença e, mesmo assim, a sensibilidade é baixa. Em torno de 60% a 70%. De cada 10 amostras, estou gerando três resultados falsos negativos. Isso acontece porque depende da sensibilidade da quantidade de anticorpos que esse teste consegue identificar e da resposta imune do paciente diante do vírus. Isso vai aumentando com o passar do tempo — explicou Carlos Eduardo Ferreira, presidente da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial.

— Sobre a realização de testes em farmácias, e aí eu coloco até clínicas, pequenos serviços de saúde ou mesmo outros locais que não sejam serviços de saúde, a nossa preocupação é se esse procedimento está sendo seguido. Como o procedimento que é feito em laboratório. Todo controlado. Desde a validação deste produto, a correta utilização deste material, tem a questão do controle de qualidade, e depois a disponibilização do laudo com todas as informações para que o médico possa interpretar corretamente — contou.

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