‘Meu exército, que falo o tempo todo, é o povo’, avisa Bolsonaro

Em suas redes sociais, presidente voltou a se preocupar com as medidas de lockdown no país

Em sua tradicional live pelas redes sociais desta quinta-feira (11), o presidente Jair Bolsonaro falou sobre a situação da pandemia no Brasil e lamentou as críticas. Bolsonaro fez um longo desabafo, afirmou que deve lealdade ao povo brasileiro e criticou quem fica “desunindo e agredindo”.

Bolsonaro abordou o assunto ao falar sobre o lockdown decretado no Distrito Federal pelo governador Ibaneis Rocha. Ele chamou a medida de estado de sítio e disse que era um crime o que estava sendo feito. Logo depois, o presidente rebateu críticas contra ele.

– Alguns podem dizer: “E você, presidente, está fazendo o quê? Tá fazendo nada”. E começam uma série de agressões. Não dá para dialogar com esse tipo de gente (…) Nos momentos difíceis que nação tem que se unir. Quanto mais atiram em mim, de forma covarde por parte da sociedade, mais você está enfraquecendo quem pode resolver a situação. Como é que eu posso resolver a situação? Eu tenho que ter apoio. Se eu levantar minha caneta Bic e falar Shazam, eu vou ser ditador. Vou ficar sozinho nessa briga? – questionou.

O presidente explicou sua missão como chefe de estado.

– O meu exército, que tenho falado o tempo todo, é o povo. Eu sempre digo que eu devo lealdade absoluta ao povo brasileiro. E esse povo está todo na sociedade. Inclusive o Exército fardado. A vocês eu devo lealdade. Eu faço o que vocês quiserem. Porque essa é a minha missão de chefe de estado. Desunindo e agredindo, fica difícil. Vocês sabem quem está errando no Brasil e errando muito – ressaltou.

Ele, então, voltou a criticar as medidas de lockdown pelo Brasil.

– Estamos segurando o Brasil. Estamos antevendo problemas sérios. Não quero falar quais são, mas teremos problemas sérios pela frente. E sabemos quem está provocando esses problemas (…) No Brasil, o Supremo decidiu que somos concorrentes. Eu, estados e municípios somos concorrentes (…) Quem decide, na ponta da linha, não sou eu. Muitas vezes é um prefeito (…) É um estado de sítio. E um velho ditado, não sei de quem é: Aquele que abre mão de um milímetro de sua liberdade em troca de segurança, não terá nada no futuro – apontou.

Bolsonaro lembrou que ele pode garantir a liberdade da população.

– Eu sou a pessoa, queiram ou não, critiquem ou não, me ofendam ou não, que pode garantir sua liberdade. Porque se aqui no meu lugar a facada do Adélio [Bispo] fosse mortal, estaria no meu lugar Haddad ou Ciro Gomes. São dois elementos de esquerda (…) Se está o Haddad aqui ou Ciro, o Brasil estaria fechado igualzinho a Argentina. Qual o futuro do nosso país? – indagou.

O presidente também falou sobre a importância da economia do país.

– Eu tenho como garantir nossa liberdade. Eu sou o garantidor da democracia, tendo em vista a situação que está acontecendo no Brasil. Usam o vírus para te oprimir, para te humilhar. Para tentar quebrar a economia. E eu vejo alguns governadores me culpando pelo desemprego. E de quem é a política do “fique em casa, feche tudo”. Não é minha. Entendo que o vírus mata, mas o desemprego leva à depressão, à violência. Brigas. Morte. Leva ao caos. É isso que está acontecendo no Brasil – destacou.

Por fim, ele voltou a afirmar que deve lealdade ao povo.

– Não podemos deixar isso acontecer. Eu sou a pessoa mais importante nesse momento. Faço o que o povo quiser. Devo lealdade ao povo – disse.

Henrique Gimenes – 11/03/2021 20h16 | atualizado em 11/03/2021 21h14-Pleno. news

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