Imunidade de rebanho é melhor que confinamento, dizem cientistas

Cientistas defendem que imunidade coletiva reduz risco de infecção para todos | Foto: Fábio Vieira/FotoRua/Estadão Conteúdo

Em carta aberta, mais de 6.400 médicos e pesquisadores defendem a imunização coletiva e afirmam que isolamento pode produzir “efeitos devastadores”

Em carta aberta, mais de 6.400 cientistas e médicos pediram aos governos do Reino Unido e dos Estados Unidos para estimular a imunidade de rebanho com a estratégia que eles chamam de “proteção forçada”.

A ideia é proteger os grupos de risco como idosos e permitir a circulação de jovens acima de 18 anos para espalhar o novo coronavírus e elevar a imunidade na população.

O texto, que defende a proteção forçada no lugar de novos confinamentos, foi coordenado por professores de medicina da Universidade Harvard (EUA), Martin Kulldorff, e Stanford (EUA), Jay Bhattacharya , e pela epidemiologista da Universidade Oxford (Reino Unido), Sunetra Gupta.

Segundo os signatários da carta, os confinamentos produzem “efeitos devastadores” na saúde física e mental dos indivíduos e na saúde pública de curto e longo prazo.

Imunidade de rebanho

Os pesquisadores defendem que acelerar a imunidade da população reduz o risco de infecção. A chamada imunidade de rebanho é atingida quando a porcentagem de imunes é grande o suficiente para bloquear a transmissão. Para o novo coronavírus, estima-se que ela esteja entre 60% e 70% da população.

Leia mais sobre o assunto na reportagem “O possível caminho da imunidade coletiva”, publicada na edição 17 da Revista Oeste

Segundo os cientistas que assinam a carta, a vacina é uma forma de atingir a imunidade de rebanho, mas não é indispensável. “Nosso objetivo deve ser, portanto, minimizar a mortalidade e os danos sociais até atingirmos a imunidade coletiva.”

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