Pressionado, Barroso cria núcleo no TSE para monitorar segurança das urnas

Ministro enfrenta pressão popular pelo voto impresso e auditável

O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), escalou dois profissionais do alto escalão da instituição para formar um núcleo de monitoramento que reforce a segurança do sistema eleitoral brasileiro. A decisão tomada nesta terça-feira (27) ocorre em um momento em que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e membros do governo federal defende a adoção do voto impresso e auditável para as eleições de 2022.PUBLICIDADE

Com a missão de acompanhar qualquer manifestação que diga respeito à segurança do processo eleitoral, Barroso definiu como responsáveis a secretária-geral do TSE, Aline Osório, e o secretário de tecnologia da instituição, Julio Valente. Juntos, eles terão a função de dar continuidade e aprimorar a campanha contra a circulação de notícias falsas que desinformam sobre as eleições e a urna eletrônica.

URNAS ELETRÔNICAS NA MIRA DE ELEITORES
O Tribunal tem sido um dos alvos preferenciais do presidente Jair Bolsonaro em sua cruzada contra a urna eletrônica. No dia 9 deste mês, Bolsonaro chamou o atual presidente do TSE de “imbecil”. Na mesma ocasião, o chefe do Executivo subiu o tom contra o sistema eleitoral.

– Ou fazemos eleições limpas no Brasil ou não temos eleições – disse a apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), que pede a inclusão de impressoras na urna eletrônica a fim de criar uma nova etapa de auditagem dos votos, atualmente encontra-se em tramitação na Câmara.

Pleno.News – 27/07/2021 22h12 | atualizado em 27/07/2021 22h13

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