Pregador é proibido de realizar reuniões de oração online na China

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Foto: ilustração/Unsplash(Yanhao Fang)

Chang Hao foi acusado de promover atividades religiosas ilegais no país

Um pregador cristão da província de Yunnan, no sudoeste da China, foi advertido por autoridades locais por liderar encontros virtuais de oração e estudos bíblicos, por meio da plataforma Zoom. Segundo órgãos governamentais, as atividades foram classificadas como reuniões religiosas não autorizadas pela legislação chinesa.

A notificação foi entregue na casa de Chang Hao, no último dia 3 de junho, por sete representantes do Departamento de Assuntos Étnicos e Religiosos e por agentes locais, que o alertaram sobre possíveis sanções administrativas e até investigações criminais, caso ele não interrompa as reuniões onlines.

Chang Hao lidera o grupo com cristãos de diferentes regiões do país que se unem para momentos de intercessão, incluindo orações por crentes que enfrentam prisões ou restrições por causa da fé. Durante a visita das autoridades, foram apresentadas capturas de tela de uma reunião online, organizada por Chang, como evidência das atividades realizadas.

No dia seguinte à abordagem, o pregador informou que teve sua conta no WeChat, uma rede social chinesa, restringida. Em manifestação pública, ele defendeu a liberdade de crença e afirmou que a prática da fé não deve ser tratada como crime.

“Fé não é um crime. Minha fé não viola a Constituição da República Popular da China ou a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Pelo contrário, quaisquer disposições que entrem em conflito com a Constituição e o direito internacional são leis injustas, e os cidadãos têm o direito de se recusar a cumpri-las”, afirmou o líder.

Chang já havia enfrentado problemas com o governo chinês anteriormente. Em 2023, foi detido após publicar comentários relacionados à liberdade religiosa e questões sociais, sendo posteriormente condenado à prisão. Após deixar o cárcere em 2024, retomou o trabalho ministerial, tanto presencialmente quanto pela internet.

Organizações que acompanham a situação dos cristãos na país, como a China Aid, demonstraram preocupação com o caso e afirmam que as autoridades continuam monitorando as atividades do pregador. Grupos de defesa dos direitos humanos também informaram que seguem acompanhando os desdobramentos e temem que novas medidas contra participantes das redes de oração online sejam implementadas.

Redação CPAD News/ Com informações Guiame

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