Mendonça diz que primeiros anos no STF foram de “infelicidade”
André Mendonça Foto: Gustavo Moreno/STF
Ministro falou sobre sua vivência na Suprema Corte e disse que alvos da vida não devem ser poder e dinheiro
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que seus primeiros anos na Corte foram marcados por “infelicidade” e que atualmente encara o cargo principalmente como uma responsabilidade. A declaração foi feita na última sexta-feira (21) durante o 5° Seminário da Associação Nacional de Magistrados Evangélicos (Anamel), em São Paulo.
– Os dois primeiros anos ali no tribunal [STF] foram períodos de muita infelicidade para mim. Ou seja, se aquilo fosse um ideal de vida, eu teria que deixar no dia seguinte – afirmou.
Mendonça, que chegou ao Supremo em dezembro de 2021 por indicação do então presidente Jair Bolsonaro (PL), relatou também o impacto da rotina do cargo sobre sua família.
– Minha esposa está aqui e sabe, as limitações pessoais, as pressões, os momentos difíceis, em que muitas das vezes você até coloca: “Deus, eu queria ter uma vida mais normal”, vamos dizer assim, num ato até humano de pedido de misericórdia e ajuda de Deus para os desafios – disse.
Durante o evento, Mendonça também fez uma reflexão sobre a posição ocupada por magistrados e afirmou que o norte da carreira não deve ser o caminho para o enriquecimento. Segundo o ministro, chegar ao Supremo representa o ponto máximo do poder no âmbito jurídico, mas isso não deve se transformar em um objetivo de vida.
– Não coloque seu coração no poder, não coloque seu coração no dinheiro, porque você vai se frustrar – completou.

