Oscar Alvarenga Costa: pioneiro na criação de gado Gir em Minas Gerais morre em Belo Horizonte
Dr. Ricardo Alvarenga, neto de Oscar Alvarenga Costa, dedica esta matéria à memória de seu Avô, homenageando sua trajetória de vida e seu legado familiar e profissional.dedica esta matéria ao avô
Dr. Ricardo Alvarenga, neto de Oscar Alvarenga Costa, dedica esta matéria à memória de seu avô, homenageando sua trajetória de vida e seu legado familiar e profissional.
Fazendeiro e produtor rural construiu trajetória marcada pela dedicação à agropecuária, pelo pioneirismo na pecuária mineira e pelo compromisso com o desenvolvimento humano e social de seus empregados.
Belo Horizonte (MG) — Faleceu, em Belo Horizonte, Oscar Alvarenga Costa, fazendeiro natural de Lavras, Minas Gerais, integrante de uma tradicional e conceituada família mineira. Nascido em 20 de setembro de 1901, era filho de Joaquim Carlos Pereira de Alvarenga e dedicou grande parte de sua vida às atividades agropecuárias, destacando-se como pioneiro na criação e comercialização de gado da raça Gir em Minas Gerais.
Oscar iniciou seus estudos no Instituto Gammon, em Lavras, e posteriormente prosseguiu sua formação na Escola Superior de Agronomia. Ao longo de sua trajetória profissional, conciliou a criação de gado com o trabalho na agricultura, especialmente no cultivo do café, atividade de grande importância para a economia mineira.
Como proprietário rural, manteve fazendas em diversas regiões de Minas Gerais, entre elas Capim Branco, Peri-peri, Lavras, Campos Altos, Santa Luzia e Campo Belo. Posteriormente, expandiu suas atividades para Luziânia, em Goiás, levando consigo a experiência adquirida ao longo de décadas de trabalho no campo.
Ainda jovem, viajou ao exterior com o objetivo de conhecer novas técnicas e métodos de aperfeiçoamento da produção agropecuária. O conhecimento adquirido nessas viagens foi aplicado em suas propriedades, demonstrando seu interesse pela inovação e pelo desenvolvimento da atividade rural.
Exemplo de humanidade e compromisso social
Além de sua atuação como fazendeiro e pecuarista, Oscar Alvarenga Costa era reconhecido pela conduta exemplar nos negócios, pela generosidade e pela disposição em ajudar as pessoas que o procuravam. Sua palavra amiga, segundo o relato biográfico, estava sempre disponível para aqueles que enfrentavam dificuldades.
Descrito como um homem simples, humano, sonhador e justo, cultivava profundo respeito pelas pessoas e pela natureza. Sua maneira de viver refletia o amor à vida e o desejo de contribuir para o bem-estar daqueles que estavam ao seu redor.
Uma das características marcantes de sua trajetória foi a atenção dedicada aos empregados de suas propriedades. Oscar procurava oferecer oportunidades de crescimento profissional e pessoal, adotando, por consciência e iniciativa própria, práticas de proteção social aos trabalhadores antes mesmo de sua regulamentação oficial, conforme registra o texto biográfico.
Sua atuação demonstrava uma visão de trabalho que valorizava não apenas os resultados econômicos, mas também a dignidade humana e a possibilidade de desenvolvimento de cada pessoa.
Família e legado
Oscar era integrante de uma família numerosa, composta por 11 irmãos, todos fazendeiros e já falecidos. Na vida familiar, construiu uma história ao lado de sua esposa, Geralda de Miranda Alvarenga, pertencente a uma tradicional família do Serro, em Minas Gerais.
Geralda era filha do já falecido coronel Angelo Ribeiro de Miranda, casado com Gabriela Brandão de Miranda.
O casal celebrou suas bodas de ouro em 26 de maio do ano anterior ao registro biográfico, reunindo filhos e netos em uma ocasião marcada pela alegria e pela celebração de cinco décadas de união.
Entre os filhos do casal estão Laís Alvarenga Batista, casada com Francisco Batista Filho, funcionário público federal; Norma do Carmo Alvarenga Lamêgo, casada com Jurandyr Carvalho Lamêgo, engenheiro; Maria Angela Alvarenga Santos, casada com Márcio Augusto dos Santos, médico; e Maria Lúcia Alvarenga Peixoto, casada com Maurício Matos Peixoto, engenheiro e matemático. As três últimas famílias mencionadas no registro, além de Laís, são apresentadas conforme os vínculos familiares descritos no documento original, com Maria Lúcia e seu marido residentes no Rio de Janeiro.
Também fazem parte da família Renato César Alvarenga, arquiteto e fazendeiro, casado com Sandra Caiado Alvarenga, residentes em Brasília; e Sandra Marilda Alvarenga Spadinger, casada com Christian Spadinger Júnior, engenheiro.
A trajetória de Oscar Alvarenga Costa reúne importantes contribuições para a agropecuária, especialmente para a criação de gado Gir em Minas Gerais, além de um legado familiar e humano marcado pela simplicidade, pela justiça e pela valorização das pessoas.
Sua história permanece como registro da contribuição de produtores rurais que ajudaram a desenvolver a economia mineira e que, para além de suas atividades profissionais, procuraram construir relações pautadas na solidariedade, no respeito e na dignidade humana.
Nota editorial: o texto-base não informa o ano exato do falecimento nem apresenta a data de publicação do registro original. Por isso, essas informações não foram acrescentadas à matéria.
Texto: Drº Ricardo Alvarenga

