A pandemia causada pelo novo corona vírus é algo que abalou o mundo.

Não há ninguém que não tenha sido afetado por ela.

 O 1º vice-presidente do ministério de Cel. Fabriciano e Ipatinga, pastor Raimundo Gilson da Silva, deu um panorama em relação a igreja e à pandemia, além de expor suas opiniões em vários assuntos abordados.

  • O senhor concorda com os decretos municipais aplicados também às igrejas?
  • A Bíblia nos recomenda que honremos nossas autoridades, pois as autoridades provem de Deus e elas devem ser respeitadas. Porém, existem limites e o limite é quando esta autoridade vai na contramão de nossos princípios, contra a nossa fé e contra o que defendemos, nesse quesito, chega o limite das leis terrenas, que neste caso vale também não só nas questões da pandemia.
Pastor Raimundo Gilson e Esposa Rosário
  • E como o senhor analisa a situação em que a igreja se encontra?
  • Em minha análise é obrigação respeitar sim, com todo respeito. As autoridades estão investidas de um certo poder, mas não estão tendo os devidos critérios, por exemplo: existem cidades pequenas em que às vezes nem caso tem ou se tem são casos isolados, muito fáceis de monitorar, mas decretaram lei para fechar. Nossos templos da Assembleia de Deus são templos amplos e nosso povo é um povo educado e eles sabem respeitar, estão com restrição onde não há nenhuma dificuldade de a gente administrar. O prefeito vem dizer que não pode ter culto, fecha as igrejas, mas o comércio permanece aberto, ele infringe a lei maior da liberdade de crença, direito de ir e vir e isso não pode ser proibido! Então, na verdade estas pessoas imbuídas do poder que lhes foi dado,  atropelaram, essa questão mas já está sendo superada.
  • O mundo enfrenta hoje uma crise de saúde sem precedentes e com consequências financeiras e sociais devido ao corona vírus. Como o senhor avalia esta situação?

Então, nós vamos para a bíblia. Os sinais da vinda de Jesus incluem essas questões das pestes. Essa em questão, foi algo que a maioria subestimou, abalou o mundo e não há ninguém que não tenha sido afetado por ela, desde o pequeno ao grande, do pobre ao rico, todos foram afetados. Então a gente entende que tem a mão de Deus nesta questão.

  • O senhor acha que é uma mensagem especifica para a igreja?

Sim! Um recado claro para a igreja, com quem Deus conta aqui na terra para ser o seu arauto, para anunciar as boas novas, para advertir, para falar a verdade, para defender a verdade e proclamar as boas novas do Senhor. Existe primeiramente esse recado claro para a igreja, Deus espera que a igreja faça aquilo pra o qual ela foi chamada, salva e eleita para realizar. É uma mensagem para a igreja que estava muito acomodada para que ela permaneça na sua vocação.

  • Deus fala de multiforme, e esta é uma das formas que Ele está falando com a humanidade?

O mundo se tornou hostil, as pessoas se tornaram céticas, hoje estima-se que temos mais de 10% de pessoas céticas, esse número tem crescido e infelizmente está levando à ruina, é um trato de Deus para com todo o mundo. Cito um fato: quando alguém morre de Covid-19, o seu parente não pode dar o último adeus, os entes queridos que ficam não podem se abraçar, coisa simples que nós às vezes não valorizávamos. Eu fiz alguns velórios a distância e é coisa de doer.
Então, isso aí é Deus dando o seu recado para o mundo perdido sem Deus: Oi, calma, Eu estou no controle, comigo há solução, comigo há esperança, comigo há paz. Eu estou no domínio, quando eu quero que as coisas acontecem, então o bom é recorrer para os pés de Jesus.

  • A chegada da Covid-19 ao Brasil trouxe muitas mudanças e muitas dúvidas para toda a população. Como o senhor tem encarado isso na igreja?

Em relação a igreja, nós hoje alcançamos algo que nós nem imaginávamos, nossas cidades do Vale do Aço por exemplo: Ipatinga, Fabriciano, Paraiso e Belo Oriente, todas elas tem mais de 39% de evangélicos, quase a metade do povo é evangélico, então houve muita acomodação e a vocação da igreja é para fora, nós estávamos 90% dentro e menos de 10% externamente, isto trouxe para a igreja um sentimento de rever nossa posição como cristãos.

  • Na sua opinião a igreja sentiu falta das reuniões, de estar presente nos cultos, mesmo com as realizações dos cultos virtuais?

É insubstituível, há momentos da vida que as pessoas veem para o culto com seus problemas, amarguras e dificuldades, há também dias em que a pessoa vai para a igreja até sem querer, mas chega lá e encontra com o irmão que está em um dia bom, que ora ao seu lado, glorifica ao seu lado e você não faz ideia a diferença que faz. No altar, esta pessoa ouve a mensagem, hinos que vão ser entoados, uma mensagem de 40 minutos da mais de 3000 palavra e basta uma só para mudar a minha vida ou do ouvinte, basta uma só para levantar o ego, para avivar a fé. Então, congregar é insubstituível, essa questão virtual é momentânea.

  • Essas mudanças afetaram nosso modo de vida de uma forma jamais vista e requerem uma verdadeira revolução em termos de comportamento social. Pós pandemia na sua visão, como será o novo modelo da igreja?

Para nós lideres, é continuar trabalhando com a nossa missão principal.
Em minha visão, nós vamos ter que adequar em algumas situações, algumas coisas foram ruins, péssimas, mas outras serviram de alerta e estão servindo de aprendizado para nós. Eu acho que nós vamos ter de arrebanhar o povo de novo.

  • A pandemia também traz um grande impacto na vida de crianças, idosos e famílias. Como tem sido sua relação com a família nesse momento?

Eu estou saindo de uma igreja que Deus foi bom conosco, ela tem uma estrutura em que nós investimos na questão de internet, e isso facilitou muito a questão da comunicação. Para com as crianças, nós tínhamos uma equipe muito bem preparada, que fizeram uso destes recursos para transmitir algo on-line, devocional diariamente. O nosso presidente mesmo teve um cuidado especial, todos os dias postavam mensagens curtas, mas motivadoras. Nossos idosos que são um público diferente, não têm tanta familiaridade com a internet, mas as famílias auxiliaram, temos relatos de irmãos de quase 90 anos que não assiste televisão, mas os netinhos através do youtube falaram “o vô nós vamos colocar aqui e o senhor vai assistir o culto de sua igreja”, então religiosamente nos dias de transmissão, o irmãozinho ia pra lá assistir o culto e ali eles oravam e glorificavam a Deus. Isso é gratificante, mas também tiveram outros que não tiveram ninguém pra auxiliar, nós enquanto igreja tivemos também um trabalho de visitas, promovemos trabalho com grupos musicais que não podia adentrar para evitar o contato para preservar o idoso, então íamos para porta das residência, orávamos, cantávamos com os nossos queridos idosos, com isso a nossa mensagem para eles, era de que eles não estavam sozinhos abandonados, mas a igreja estavam com eles. Eles se sentiam amados e honrados.

  1. Antes a pandemia já era um desafio atender as pessoas na área social já era enorme. E hoje como tem sido, tem aumentado muito essa demanda?

Sim! Antes do programa do governo, houve uma ação coordenada pelo nosso presidente em todo ministério de cestas para doações e a nossa dispensa foi abastecida e preparada para isso. A igreja já faz isso diariamente, nossos membros são assistidos, todas nossas igrejas possuem esta determinação, existe essa ação social. Quando veio esse programa do governo do auxílio emergencial, deu uma aliviada pois foi um programa que alcançou todo mundo, principalmente o autônomo.

Considerações finais

Eu agradeço a Deus por mais esse desafio que nos proporciona, agora em Cel. Fabriciano, eu sou chamado pra servir e eu quero continuar servindo com dedicação até o fim. Meu objetivo é estar ao lado do meu presidente, estar servindo a igreja do Senhor Jesus e dar o meu melhor. Que diferencial há no pastor Gilson? Na minha avalição eu acho que é o trato humano, porque não importa se a pessoa é um gari, ou se é um doutor renomado ele é humano, todo são humanos e precisam de afeto, precisam de carinho, precisam de serem ouvidos. Isso pode esperar do pastor Gilson e terá de Deus uma palavra!

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